Cá
estou eu de volta, desculpem-me pelo lapso temporal. Na onda do delírio
abstêmio fiquei mais de mês sem publicar neste blog cuja proposta são textos
semanais. Juro pra vocês que na minha cabeça eu os estava escrevendo
semanalmente. Confesso também que meus últimos textos aqui estavam com um tom
de diário que não são minha intenção, embora sejam benéficos para minha autoanálise.
Enfim, estou aqui para abdicar dos escritos desta página e deixa-los
exclusivamente na mão do Delirium. Já psicografei a DOR, pois então que o faça
também com o ele. Assim ele fica mais a vontade e eu também. Por falar na dona
DOR, ela sentiu saudades mesmo de mim e
retornou com tudo, pois faz mais de mês que não larga do meu pé: estiramentos,
aftas, um banco quebrado que tirou o escalpo da minha panturrilha que não
estava estirada, torcicolo em todos os músculos das costas, queimaduras nos
braços ao tirar os pães do forno e mais uns pequenos cortes nas dedos das mãos
e dos pés. Apesar disso, não fico magoado com ela porque quando retorna vem pra
me fazer repensar muitas coisas e diminuir a marcha, sem, no entanto, estancar.
Agora que a DOR já está de malas prontas, que venha o Delírio. E ele voltou com
tudo também. Além de roubar a caneta da minha mão, prometeu textos a altura de
minha abstinência. Sim, eu continuo abstêmio para surpresa dos médicos, amigos
e diabinhos tentadores! Então é isso, a partir de hoje ele atualizará os textos
que deixei pendentes, então vocês provavelmente lerão mais de um texto por
semana até a coisa se normalizar. Como disse o Frederico, querendo ou não, estamos
sujeitos à lei do Eterno Retorno, do bem e do mal, da angústia e do prazer,
portanto espero que o meu retorno seja mais terno que o destes últimos meses
que não foram nem um pouco ternos. Por falar em terno, vou sair pra fazer uma
fezinha num terno de grupo. Isso sim parece ser um eterno retorno sem cura em
minha vida, mas atentem para o sentido figurado da oração: apostando sempre na
vida. Com a devida cara de pau
necessária para tanto. Brigado.
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