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Foto de Kathleen Kunath . Rodrigo Caffer [Ele]

domingo, 21 de junho de 2015

6ª Semana: Retornos



Cá estou eu de volta, desculpem-me pelo lapso temporal. Na onda do delírio abstêmio fiquei mais de mês sem publicar neste blog cuja proposta são textos semanais. Juro pra vocês que na minha cabeça eu os estava escrevendo semanalmente. Confesso também que meus últimos textos aqui estavam com um tom de diário que não são minha intenção, embora sejam benéficos para minha autoanálise. Enfim, estou aqui para abdicar dos escritos desta página e deixa-los exclusivamente na mão do Delirium. Já psicografei a DOR, pois então que o faça também com o ele. Assim ele fica mais a vontade e eu também. Por falar na dona DOR, ela  sentiu saudades mesmo de mim e retornou com tudo, pois faz mais de mês que não larga do meu pé: estiramentos, aftas, um banco quebrado que tirou o escalpo da minha panturrilha que não estava estirada, torcicolo em todos os músculos das costas, queimaduras nos braços ao tirar os pães do forno e mais uns pequenos cortes nas dedos das mãos e dos pés. Apesar disso, não fico magoado com ela porque quando retorna vem pra me fazer repensar muitas coisas e diminuir a marcha, sem, no entanto, estancar. Agora que a DOR já está de malas prontas, que venha o Delírio. E ele voltou com tudo também. Além de roubar a caneta da minha mão, prometeu textos a altura de minha abstinência. Sim, eu continuo abstêmio para surpresa dos médicos, amigos e diabinhos tentadores! Então é isso, a partir de hoje ele atualizará os textos que deixei pendentes, então vocês provavelmente lerão mais de um texto por semana até a coisa se normalizar. Como disse o Frederico, querendo ou não, estamos sujeitos à lei do Eterno Retorno, do bem e do mal, da angústia e do prazer, portanto espero que o meu retorno seja mais terno que o destes últimos meses que não foram nem um pouco ternos. Por falar em terno, vou sair pra fazer uma fezinha num terno de grupo. Isso sim parece ser um eterno retorno sem cura em minha vida, mas atentem para o sentido figurado da oração: apostando sempre na vida.  Com a devida cara de pau necessária para tanto. Brigado.


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